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Patek Philippe

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Patek Philippe: Classe pura e intemporal

A Patek Philippe é uma das mais conceituadas marcas de alta-relojoaria. Os relógios mais caros do mundo são sinónimo de luxo, tradição e uma qualidade mecânica inigualável. A própria rainha Vitória de Inglaterra foi uma das clientes da marca.

O largo espectro de cerca de 200 modelos propostos pela marca de Genebra é um manifesto da perícia relojoeira desta manufatura. O estilo da maioria das suas criações é conservador, e os materiais eleitos são maioritariamente materiais preciosos, como o ouro ou a platina. Muito embora seja raro ver-se um material democrático como o aço na coleção Patek Philippe, a marca tem sabido aplicá-lo criteriosamente na alta-relojoaria.
A manufatura genebrina é uma das poucas que se pode orgulhar de não pertencer a nenhum grupo e de ser, desde há muitas gerações, uma empresa familiar. Esta é uma das razões pelas quais é muito apreciada não só pelos amantes da marca como também por especialistas. A marca fabrica quase todos os componentes dos seus sumptuosos relógios nas suas próprias instalações. Em termos de qualidade mecânica, não tem paralelo no universo da relojoaria, a não ser com a Rolex. Ambas são as marcas de luxo mais conceituadas do mercado.

A chave para o sucesso: uma coroa e uma rainha

As origens da Patek Phillipe remontam a 1839, quando o nobre polaco Antoni Patek, exilado em Genebra, lança as bases da companhia, iniciando a fabricação dos seus relógios de bolso. Cinco anos mais tarde, conhece o talentoso relojoeiro francês Jean Adrien Philipp numa exposição parisiense, em que este apresentou uma peça revolucionária. Em questão estava uma invenção que hoje nos pode parecer um dado adquirido: a coroa. Antes de esta ser inventada, porém, era necessária uma chave de dar corda, para se carregar um relógio, e para acertar as horas. Esta estava finalmente dispensada. Jean Adrien Philippe associa-se a Patek e é desta ligação que nasce o nome da companhia que ainda hoje se mantém - Patek Philippe.
Por ocasião da 1.ª Grande Exposição de Londres (1851), os dois parceiros de negócios ganharam uma das suas mais proeminentes clientes: a Rainha Vitória de Inglaterra. A monarca adquiriu logo duas peças da manufatura, uma para ela, outra para o príncipe Alberto. Desde então, passaram a figurar entre a sua clientela vários outros ilustres monarcas, entre os quais as famílias reais italiana e a dinamarquesa. Em breve, nasceria também uma parceria com a renomeada joalharia nova-iorquina Tiffany & Co., para quem a Patek Philipe concebeu 130 relógios exclusivos. Em 1902, a marca genebrina patenteou o primeiro cronógrafo rattrapante; em 1925, concebe o primeiro relógio de pulso com calendário perpétuo.

A corrida ao relógio mais complicado do mundo

O Supercomplication Henry Graves foi criado pela Patek Philippe em 1933, por encomenda de Henry Graves, um banqueiro da Wall Street, membro da mais elitista e reservada alta sociedade nova-iorquina e um profundo conhecedor. Graves tinha um objetivo: suplantar a coleção do outro único colecionador de relógios à sua altura, James Ward Packard, o brilhante engenheiro por detrás da fábrica de carros de luxo, Packard Motor Car Company. Os dois homens eram os mais importantes colecionadores e aficionados da alta-relojoaria da época e, apesar de nunca se terem conhecido pessoalmente, tinham uma coisa em comum: o espírito competitivo. Dessa rivalidade nasce o Supercomplication, considerado a Mona Lisa da relojoaria. O instrumento do tempo é o relógio mais complicado alguma vez concebido inteiramente à mão – num total de 24 complicações relojoeiras. Entre estas, contam-se um calendário perpétuo, uma sonnerie com carrilhão Westminster, as horas do nascer e pôr do sol, bem como uma imagem do céu noturno da cidade de Nova Iorque, visto da perspetiva do apartamento de Graves, situado na Fifth Avenue. O Henry Graves Jr. Supercomplication foi vendido num leilão, promovido pela Sotheby’s Geneva, pelo valor recorde de 24 milhões de dólares, em novembro de 2014. Graves terá pago, na época, 60.000 francos suíços pela encomenda, o que corresponde, atualmente, a cerca de 200.000 dólares americanos. Para comemorar os 150 anos de vida da marca, em 1989, a Patek Philippe concebeu o Calibre 89, que é atualmente o relógio de bolso mais complicado do mundo jamais concebido. A peça apresenta 33 funções geridas por 1.728 peças diferentes.

Calatrava — minimalismo clássico

Entre as linhas mais conhecidas da Patek Philippe, conta-se a elegante Calatrava, que se estreou em 1932. A coleção — cujo nome deriva de uma ordem militar espanhola fundada em 1158 e cujo emblema, a Cruz de Calatrava, foi adotado pela Patek como logótipo — inspira-se nos princípios minimalistas Bauhaus, e as peças distinguem-se pelo formato redondo e pela pureza do mostrador. A Ellipse d'Or apresenta-se ainda mais minimalista, com relógios de dois ponteiros em formato oval linear, cuja estética se baseia na proporção áurea, usada na Arte desde o séc. V a.C., quando o arquiteto Phideas a utilizou na conceção do Pártenon. A coleção Gondolo, com elegantes caixas retangulares, é uma interpretação contemporânea do movimento Art deco de princípios do século XX. Esta coleção deve o seu nome à companhia relojoeira sediada no Rio de Janeiro, Gondolo & Labouriau, para quem a Patek Philippe produziu o famoso "Cronómetro Gondolo", entre 1902 e 1927. A forma retangular volta a surgir na coleção de senhora Twenty-4.
Na linha Complicações, a marca propõe relógios que incluem complicações como fases da lua, indicação da hora universal ou calendário anual. Relógios ainda mais nobres e exclusivos que incluem grandes complicações, podem ser encontrados na linha Grandes Complicações, que integra modelos com complicações acústicas, turbilhões ou calendários perpétuos. Este tipo de funções mecânicas implica uma mestria relojoeira ao mais alto nível, e é aqui que os mestres relojoeiros da Patek Philippe demonstram o seu saber-fazer. Entre as marcas relojoeiras conhecidas pela arte das complicações, contam-se a Blancpain e a Breguet, ambas manufaturas com um vasto legado histórico.

Nautilus - «Um dos relógios mais caros do mundo é feito em aço»

Apresentado em 1976, o Nautilus é o resultado da mudança dos tempos. Para responder às tendências da época, em que mesmo as elites procuravam um relógio desportivo e robusto que fosse menos frágil e se adaptasse a atividades recreativas, a Patek criou um relógio desportivo de luxo, estanque até 120 m, que cortava com tudo o que tinha feito até então. Concebido em aço - e não em ouro, como estavam habituados os clientes da marca -, na altura em que foi lançado, causou o escândalo da clientela purista. De inspiração náutica, as suas linhas modernas aliadas à estética de alta-relojoaria não só conquistaram a clientela como fizeram dele um objeto de culto. O design, que ficou a cargo de Gérald Genta, mantém-se, ainda hoje, atual, prova da genialidade visionária do designer relojoeiro suíço. Além do aço, atualmente estão disponíveis versões em ouro branco ou rosa, engastadas com 1.700 diamantes.
Duas décadas depois do Nautilus, a marca lança o Aquanaut, uma versão mais desportiva e contemporânea. Este modelo foi o escolhido por Paul McCartney e Ringo Starr dos Beatles, se bem que o Rolex Submariner talvez desse melhor com a canção Yellow Submarine. Até mesmo o Dalai Lama se rendeu à beleza de um Patek Philippe que lhe foi oferecido pelo Presidente Roosevelt, e garante que esta «é uma das suas posses preferidas».

Da tradição à inovação

A Patek Philippe foi sempre pioneira nas grandes inovações tecnológicas da relojoaria. Muito embora a marca genebrina tivesse explorado o potencial dos movimentos de quartzo, é certamente pela relojoaria mecânica produzida in-house que é mais conhecida, e é neste campo que encontramos as maiores inovações. Em 1949, a marca patenteou o balanço Gyromax, que ainda hoje é utilizado em quase todos os seus relógios. Este emprega massas de regulação, em lugar dos tradicionais parafusos, para o ajuste de inércia da frequência de funcionamento. Desde 2005, a marca utiliza o Silinvar - um tipo de silício patenteado pela Patek Philippe - na construção dos seus sistemas de escape. Este material tem a particularidade de ser totalmente amagnético, apresentando uma resistência excecional aos choques e à corrosão e de não precisar de lubrificação. Em 2009, a marca criou um selo próprio de qualidade, o Punção Patek Philippe, que certifica os seus movimentos mecânicos relojoeiros e atesta a qualidade de alto nível. Liberta-se, assim, do Punção de Genebra, o prestigiado selo criado em 1886, que atesta a qualidade dos movimentos mecânicos concebidos no Cantão de Genebra. Ao contrário deste, que certificava os movimentos separados do resto do relógio, a certificação da Patek Philippe incide sobre o relógio depois de completo.

Uma marca que é sinónimo de prestigio e de verdadeiro investimento

«Nunca somos donos de um Patek Philippe. Apenas o guardamos para a geração seguinte.» Neste slogan, está bem traduzido o espírito de um dos maiores ícones da alta relojoaria mundial. Os relógios clássicos e intemporais da marca genebrina, cuja excelência advém, precisamente, de um conhecimento transmitido de geração em geração, batem recordes em leilões - mesmo sendo feitos em aço. São peças cobiçadas tanto por colecionadores como por conhecedores de relógios. Mas ainda que se seja um completo leigo nesta matéria é quase impossível resistir a tanta classe.

Melhores modelos da Patek Philippe
Nautilus | Calatrava | Complications | Grand Complications | Aquanaut | Golden Ellipse